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Zaha Hadid e Lina Bo Bardi: arquitetas incríveis que marcaram a história

Através da criatividade e olhares curiosos sobre as manifestações do vasto mundo que as cercam, as profissionais da arquitetura conseguem construir trajetórias arquitetônicas marcantes. Aqui, as mulheres seguem abrindo espaço dentro de uma área ainda muito relacionada aos homens.


Jogando luz sobre dois nomes de peso da arquitetura mundial – Zaha Hadid e Lina Bo Bardi – essas mulheres usaram toda a sua riqueza cultural para entregarem trabalhos impecáveis direcionados a atividades sociais e culturais, pois acreditavam no poder transformador da arquitetura. Uma singela homenagem da 1st Floor para o Dia Internacional da Mulher.



Zara Hadid (1950 - 2016) – Heydar Aliyev Center e Centro Aquático de Londres

A primeira mulher a ganhar um prêmio Pritzker, maior honraria da arquitetura, a iraquiana Zaha Hadid foi um dos grandes nomes da arquitetura recente. Consagrada pelos ousados projetos que a transformaram na “rainha das curvas”, o seu grandioso portfólio é composto por obras que misturam generosas curvas, valorizando o movimento desconstrutivista surgido na década de 80.


As características dos trabalhos de Hadid promovem uma estética ímpar, deixando com que as suas obras se destaquem naturalmente. É simplesmente deslumbrante observar as curvas sinuosas de seus projetos capazes de despertar a paixão pela arquitetura até nos mais desavisados.


Um excelente exemplo é o Heydar Aliyev Center, localizado em Baku, no Azerbaijão. Desenvolvido para as celebrações da cultura Azeri, toda a estrutura oferece profundidade com recortes angulares que criam a sensação do Heydar se elevar diretamente do chão.

Encontramos o mesmo poder criativo no Centro Aquático de Londres, projetado especialmente para os Jogos Olímpicos de 2012. Com curvas expressivas, o cenário aquático envolve o público mesmo sem entrar no centro; um espaço para ser vivido visualmente e presencialmente.


Lina Bo Bardi (1914 - 1992) – SESC Pompeia e MASP


Enquanto Zaha começava a se destacar no mercado, a arquitetura brasileira já contava com o talento da ítalo-brasileira Lina Bo Bardi transformando as paisagens (principalmente as da capital paulista) com projetos que traziam sofisticados contornos geométricos.

É de sua autoria o imponente projeto do SESC Pompeia. Anteriormente uma fábrica, o espaço já era utilizado para o lazer de grupos jovens e familiares. O caráter social do lugar chamou a atenção de Lina, tipo de interesse que marcou profundamente a sua carreira profissional, inclusive participando da restauração do centro histórico de Salvador.

Outra obra incrível em seu portfólio é o MASP. Parada obrigatória da cidade, o edifício é facilmente reconhecido. Uma verdadeira ousadia criativa de Lina, o vão que sustenta o MASP serve de ponto de encontro, local para eventos artísticos, feiras e contínuas manifestações que marcam a cidade.

Desde Lina a Zaha, os seus projetos arquitetônicos continuam a honrar as relações humanas, inspirando mais pessoas a acreditarem na arquitetura, especialmente as mulheres contemporâneas.

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